Chega dezembro, e com ele, o perfume enjoativo de pinheiro artificial e promessas empalhadas. Sorrisos plásticos, abraços protocolares, brindes ensaiados – ...
Você gosta de acreditar que a vida é injusta.É mais confortável culpar o acaso, Deus, o sistema, o ex, a infância, o país.Mas em algum ponto obscuro – esse ...
As memórias não são apenas lembranças. Elas são cicatrizes abertas, latentes, escondidas sob a maquiagem do cotidiano. Está tudo ali: o que foi dito, o que ...
O eu verdadeiro sangra em silêncio enquanto você sustenta as máscaras que jurou não precisar. A revelação do eu verdadeiro acontece quando a primeira ...
As cidades não matam — elas apenas revelam quem você já se tornou. A alienação urbana começa antes mesmo de abrirmos os olhos: pulsa nas paredes, vibra nos ...
A ferida que mais revela não é a que sangra — é a que insiste em não cicatrizar. Quem te ama de verdade te incomoda, não te agrada, porque amar é tocar ...
Não basta o sofrimento: precisamos do ciclo. Precisamos da repetência. Como se a dor não bastasse por si só, ela precisa ser reciclada, ensaiada, ritualizada. ...
O que há no silêncio que o torna tão ensurdecedor? Vivemos tempos onde cada ruído é uma distração permitida. Onde o vazio sonoro, ao invés de paz, evoca ...
Há perguntas que não procuram respostas, procuram desenterrar cadáveres emocionais. O que a ansiedade revela sobre nossa infância esquecida? — uma questão que ...
Há perguntas que não se fazem para obter respostas — fazem-se para abrir fendas. Qual o sentido da vida é uma dessas. Uma frase que escorre como ácido sobre a ...
Ideias que não se acomodam.
Aqui, não servimos verdades —
abrimos espaço para quem ainda duvida.
Filosofia, arte e provocação como forma de
lembrar que estar perdido pode ser um ponto de partida.
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