Textos que inquietam e desafiam certezas. Reflexões filosóficas e psicanalíticas sobre a condição humana.
Textos que inquietam e desafiam certezas. Reflexões filosóficas e psicanalíticas sobre a condição humana.
Chega dezembro, e com ele, o perfume enjoativo de pinheiro artificial e promessas empalhadas. Sorrisos plásticos, abraços protocolares, brindes ensaiados – tudo encenado sob as luzes de uma árvore que, no fundo, sabe demais. O Natal, essa celebração anestesiada, transformou-se no palco onde a ...
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As memórias não são apenas lembranças. Elas são cicatrizes abertas, latentes, escondidas sob a maquiagem do cotidiano. Está tudo ali: o que foi dito, o que foi silenciado, o que não teve tempo de acontecer. Vivemos tentando esquecer o que grita dentro. Porém, e se esquecer for uma forma covarde ...
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A ferida que mais revela não é a que sangra — é a que insiste em não cicatrizar. Quem te ama de verdade te incomoda, não te agrada, porque amar é tocar naquilo que você tenta esconder até de si mesmo. O desconforto é o idioma secreto do vínculo real, a fricção onde nasce o que ainda pode se ...
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Não basta o sofrimento: precisamos do ciclo. Precisamos da repetência. Como se a dor não bastasse por si só, ela precisa ser reciclada, ensaiada, ritualizada. Vivemos amores idênticos com rostos diferentes, fracassamos de formas novas nas mesmas estruturas internas. Repetimos porque preferimos ...
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O que há no silêncio que o torna tão ensurdecedor? Vivemos tempos onde cada ruído é uma distração permitida. Onde o vazio sonoro, ao invés de paz, evoca desconforto. O silêncio não é ausência. Ele é presença bruta do que evitamos ouvir: nós mesmos. poema: O silêncio que devora No ...
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Há perguntas que não procuram respostas, procuram desenterrar cadáveres emocionais. O que a ansiedade revela sobre nossa infância esquecida? — uma questão que rasga o verniz das explicações modernas e expõe a carne viva das nossas primeiras feridas. A ansiedade não surge do nada; ela ressoa como ...
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Há perguntas que não se fazem para obter respostas — fazem-se para abrir fendas. Qual o sentido da vida é uma dessas. Uma frase que escorre como ácido sobre a pele do pensamento, corroendo certezas, dissolvendo o verniz de normalidade que o cotidiano insiste em nos oferecer. Não existe resposta ...
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Existe um tipo específico de incômodo que não apenas nos fere — ele nos revela.A raiva que sentimos do outro, por vezes, é um recado indecente do que escondemos de nós.Mas quem quer escutar a própria voz quando ela sussurra aquilo que juramos nunca ser? Poema Existencial “Aponto teu ...
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O que você chama de amor talvez seja apenas medo. Medo do silêncio, medo da ausência, medo de si.Na superfície, paixão.Na profundidade, fuga. Vivemos correndo atrás de vínculos, de intensidade, de promessas afetivas. Mas raramente paramos para perguntar: isso é amor — ou apenas uma tentativa ...
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quando o eco é a única resposta Vivemos cercados. Pelos outros. Pelos ruídos. Pelas exigências do tempo e das telas. Ainda assim, estamos sós — mas fingimos não estar. A solidão, esse monstro disfarçado de silêncio, nos ronda desde sempre. Tentamos calá-la com afeto, com trabalho, com dopamina ...
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“Psicanálise não é cura — é espelho.”Dizer isso é provocar. Afinal, quem sofre quer alívio, quer sumiço do sintoma, quer a promessa de um depois sem dor. Mas e se o sintoma for a linguagem do que em você ainda está vivo?E se o que você chama de cura for só um novo disfarce para continuar não se ...
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A vida adulta exige performance, não introspecção.Produtividade no topo, sofrimento bem escondido.Mas as feridas emocionais não desaparecem porque foram ignoradas.Elas apenas se sofisticam.Trocam o choro por ansiedade.A raiva por cansaço.A tristeza por silêncio. Este texto é um espelho, não um ...
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